Como foi bom fazer toda essa jornada ao lado da Holly. Ler os livros pela ordem de sua aparição fez toda a diferença, pois fica ainda mais claro o desenvolvimento e progresso que a personagem tem ao longo das histórias, e é lindo de se ver como uma mulher dependente, com medo e aprisionada, se torna uma mulher com sua própria liberdade de escolhas.
Outra coisa é que eu gostei da Holly logo de cara em Mr. Mercedes, então foi fácil para mim se apegar a ela, querer saber da sua história e ficar ansiosa por sua evolução.
“— Esse caso me ensinou uma lição, Gibney. Quando você acha que já viu o pior que os seres humanos têm a oferecer, descobre que se enganou. O mal não tem fim.”
Leia também: Outsider, de Stephen King

Título: Holly
Holly Gibney #3
Autor: Stephen King
Quantidade de páginas: 448
Editora Suma
Gênero: Ficção / Suspense e Mistério / Terror
Ano: 2023
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Compre: Amazon
Minha classificação: ★★★★★ (5/5)
Não confie em ninguém!
Holly é contratada por Penny Dahl, uma mãe desesperada, para encontrar a sua filha desaparecida. As pistas apontam que Bonnie não desapareceu, mas, sim, se cansou do relacionamento difícil que tinha com a mãe e foi embora. Apesar desses indícios, há um problema: pois quanto mais Holly investiga, mais essa fuga parece surreal e nada crível.
Além disso, também aparecem possíveis nomes de outras pessoas que também desapareceram. Com esse desenrolar, conhecemos também um casal de idosos, Rodney e Emily, que parecem ter ligação direta com as vítimas. Mas como duvidar de idosos?
Em tempos de pandemia, Holly investiga sozinha, mas não completamente. Ela também divide conosco a relação com a mãe, já conhecida por não ser das melhores, mas que fica ainda mais complicada por conta das questões da pandemia e do covid.
Aqui, assim como também ocorre em Mr. Mercedes, há duas visões: a da investigação e a dos assassinatos. Tendo assim narrativas brutais e extremamente políticas.
“Ela guarda o celular na bolsinha e seca as lágrimas. Por que dói tanto? Por quê, se ela nem gostava da mãe e sente tanta raiva do jeito idiota como ela morreu? Foi a J. Geils Band que disse que o amor é uma droga?”

A ambientação em Holly sufoca por ser parte da nossa dolorida realidade
Nesse livro a Holly busca por mais uma aventura solo, mas, novamente, é mostrado que ela não está sozinha (isso no sentido literal ou não). Ela cresce como pessoa, cria laços fortes e consegue ser uma investigadora de ponta. Eu acho incrível ver como ela vai desvendando cada parte do caso, encaixando as respostas e se colocando a frente para ver tudo com os próprios olhos (e dar um fim às barbaridades).
Por mais que Holly tenha sido uma leitura mais devagar, eu adorei cada momento. Me senti sufocada com a questão da Covid, e com isso o livro tem uma carga forte política e crítica dos ideais do King (mas também adorei essa parte).
Foi uma leitura que desfrutei cada momento, que me senti dentro da história e que temi por todas as vítimas. É o retrato real de que não se pode nem confiar em idosos. E gosto muito também de como o King narra as duas linhas temporais ao mesmo tempo, a da investigação e a dos crimes, fazendo assim com que fiquemos ainda mais ansiosos pelo desfecho e o momento em que as duas linhas irão se cruzar.
Passei meses seguidos ao lado da Holly e agora só me resta as lembranças. Já estou com saudades dessa minha querida amiga.
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