Góticas Brasileiras: Temidas. Subversivas. Heréticas. Bruxescas.
Mais uma vez, a editora O Grifo traz um trabalho impecável, com uma pesquisa aprofundada (e intensa) para resgatar nomes de autoras que foram apagadas pela sociedade de suas épocas. Inclusive, se você gosta de terror e ainda não conhece a editora, você está perdendo muito tempo (e livros incríveis).
Como sempre, a editora traz uma edição bonita, digna de colecionador, mas também tão atrativa que dá vontade de ler todos os contos de uma vez, não apenas deixá-lo na estante. Além disso, é uma ótima oportunidade de adquirir esse e outros livros da editora pelo financiamento.
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O que é o projeto?
Com suas histórias povoadas por fantasmas, assassinatos e pactos demoníacos, elas expuseram o horror de uma sociedade governada por homens poderosos. E por isso, foram apagadas da História. Agora, elas estão de volta!
É com muito orgulho que a editora O Grifo apresenta o próximo lançamento do seu selo Clássicos Ocultos: Góticas brasileiras. A primeira antologia a reunir contos góticos e de horror de autoras brasileiras do fim do século XIX e início do XX.
Numa edição inédita e imperdível, organizada pelos pesquisadores Ismael Chaves e Ana Paula Araújo, que também assina o posfácio, apresentação da escritora e pesquisadora Ana Rüsche e com edição e projeto gráfico de Daniel Gruber, prepare-se para (re)conhecer e se impressionar com as histórias sinistras de 10 grandes mulheres riscadas da Literatura Brasileira.
Entre as histórias sinistras, figuram nomes mais conhecidos, como os de Júlia Lopes de Almeida e Emilia Freitas, e nomes mais impopulares, como os de Corina Coaraci, Maria Benedita Bormann, Amélia Beviláqua, Chrysanthème, Delminda Silveira, Francisca Júlia, Carmen Dolores e Maria de Albuquerque.

O que é o gótico?
Um dos estilos literários mais populares do século XIX, o gótico teve sua origem na Inglaterra, com o romance O castelo de Otranto (1764), de Horace Walpole, mas o Brasil também soube exorcizar seus demônios e invocar pavores inimagináveis através da literatura.
Influenciados pelos romances que chegavam do hemisfério Norte — mas também pela cultura e pelo folclore nacional —, autores como Machado de Assis, Coelho Neto, João do Rio, Monteiro Lobato, José de Alencar, Bernardo Guimarães, Fagundes Varela e, claro, Álvares de Azevedo, exploraram o insólito em várias de suas narrativas, abordando cenas e personagens que iam de fantasmas e esqueletos até bruxas e pactos demoníacos.
Mas e quanto às mulheres que escreviam nesse período? A exemplo de nomes consagrados do gótico universal, como Mary Shelley, Ann Radcliffe e Clara Reeves, existiu um gótico feminino no Brasil?
A resposta é sim! Durante o século XIX, diversas escritoras deixaram sua marca na crítica e na literatura produzida no país, seja através de publicações em periódicos e jornais, ou na poesia e na prosa. E, sim, muitas mulheres escreveram contos de terror tão elaborados e sinistros quanto os de seus contemporâneos masculinos, mas acabaram obscurecidas pelos historiadores da literatura.

Como apoiar?
Essa é uma oportunidade imperdível para aumentar a coleção do selo Clássicos Ocultos e conhecer autoras nacionais do gótico que foram apagadas!
É sempre bem simples apoiar os projetos do Catarse, é só escolher a recompensa que você mais quer e depois seguir os passos de cadastro e pagamento. Essa é uma campanha tudo-ou-nada! Mas, pode relaxar que a campanha já alcançou os 100% da meta e será concretizada. Agora, basta acessar esse link e apoiar.
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