Literatura

Resenha: “O Guia do Mochileiro das Galáxias” – Douglas Adams

Foto tirada por mim             




O Guia do Mochileiro das Galáxias
Autor: Douglas Adam
Editora: Arqueiro
Ano: 2009
Minha classificação: ★★★ (5/5)
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Era quinta-feira. Aparentemente, mais um dia normal na Terra como qualquer outro. Mas, não era. Mal sabiam que aquele era o último dia da Terra.
Arthur Dent morava em uma casa que ficava em uma pequena colina, vivia sozinho. Tinha amigos com quem frequentemente saia pra beber, sendo um deles o Ford Prefect, um ator desempregado. Naquela quinta-feira, Arthur acordou e foi fazer suas tarefas matinais, como lavar o rosto, escovar os dentes e tirar a barba. Tudo parecia tranquilo até perceber que lá fora em frente de sua casa estavam parados tratores. Sua casa seria demolida. Sem entender e sem saber de nada sobre a demolição, saiu de casa e foi até o homem que estava comandando-a, o Sr. Prosser. Depois de longas conversas e nenhum acordo, Arthur decide que não deixará demolirem sua casa e deita-se em frente de um dos tratores. Porém, algo maior irá fazê-lo levantar dali e não será apenas a motivação por parte de seu amigo.
Ford Prefect na verdade não é humano. Ele é um ET de um planeta perto de Betelgeuse que veio para a Terra para colher informações para seu livro O Guia do Mochileiro das Galáxias. Infelizmente, na hora de voltar algo não deu certo e ele acabou tendo que ficar por aqui durante 15 anos, assim conhecendo a humanidade mais do que gostaria. Naquela quinta-feira, Ford percebeu que alguma coisa estava estranha. Um dispositivo que tinham guardado em sua mochila estava apitando desde a noite passada, alertando-o que a Terra sofreria um ataque e todos seriam mortos. Percebendo que faltavam poucos minutos para o fim do mundo, ele foi atrás de seu amigo Arthur para salvá-lo e também pra enfim revelar sua verdadeira naturalidade. 
Naquele mesmo dia em uma outra Galáxia, um lugar muito longe da Terra, o presidente Zaphod Beeblebrox se preparava para anunciar uma grande invenção do governo: a nave Coração de Ouro. Tudo era festa e os habitantes assistiam encantados a inauguração, alguns estando presentes fisicamente e outros admirando através de meios tecnológicos. Ninguém previa que a nave poderia estar tão mal protegida a ponto de ser roubada. Mas foi.


A história vai nos apresentar o ponto de vista desses três personagens: Arthur Dent, Ford Prefect e Zaphod Beeblebrox, focando mais no primeiro, o nosso humano. É uma corrida entre sair da Terra e ser salvo de sua destruição e o roubo de uma nave com uma tecnologia nunca desenvolvida antes. 
A destruição da Terra e o roubo do Coração de Ouro acontecem logo nos primeiros capítulos, não são spoilers e também não serão o centro da história, mas a base. Ao longo da leitura todas suas perguntas serão respondidas, como: por que destruir a Terra? Ou quem criou a Terra? E são respostas sensacionais!
Os personagens viverão aventuras em vários lugares na Galáxia e entrarão em algumas encrencas realmente engraçadas. O autor Douglas Adams tem um jeito único de escrita, e você irá se surpreender quando perceber que há bem mais significado entre as palavras.
Por trás das inúmeras piadinhas há um sentido a mais, uma crítica. Douglas Adams usou de seu humor cômico para soltar algumas críticas em relação a sociedade, religião e fé. Algo fantástico.


Minha experiência com ficção científica e minha opinião sobre o livro
Esse foi meu primeiro contato com uma obra de ficção científica. Já tinha uma curiosidade e também já havia assistido filmes desse gênero, mas nunca parado pra ler algo assim. E digo que comecei bem. Por mais que no livro tenha muitos nomes difíceis (e quando digo difíceis, eu realmente quero dizer bem difíceis mesmo!) e que isso tenha afetado um pouco a minha leitura, sempre tendo que ler e reler de novo ou as vezes nem sabendo o seu significado e tendo que ir procurar, foi uma boa experiência pra mim. O livro traz mais do que apenas ficção científica, ele se mistura com um humor britânico que poucos sabem fazer. É algo delicioso de se ler. Eu me peguei dando risadas em vários momentos e amando um robô depressivo que aparece lá no meio da história. O jeito depressivo e pessimista do robô, e sua maneira de encarar a vida me fizeram soltar alguns risos durante a leitura. Além de achá-lo um fofo e um chato ao mesmo tempo.
O livro é bem fininho e a edição da Arqueiro, que é especial, está muito boa. Não tem orelhas, mas as páginas são amarelas e como são menos de 200 dá pra ler bem rapidinho e em até 3 dias, caso você seja mais lento como eu. Vem até um trecho especial sobre o autor no começo, que é super legal de se ler.
Recomendo muito a leitura dessa obra! É uma ótima maneira de começar no mundo da ficção científica. Afinal é um clássico, haveria maneira melhor?

O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar uma volta por cima e ainda assim saber onde está a sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

10 thoughts on “Resenha: “O Guia do Mochileiro das Galáxias” – Douglas Adams”

    1. Eu também pretendo, tenho quase todos aqui, menos aquele que não é escrito pelo Douglas mas é considerado uma continuação mesmo assim. Já ouviu falar desse? Espero que o resto da trilogia seja tão boa quanto o primeiro.
      Beijos

  1. Sou eu de novo!
    Já vi que temos alguns gostos literários parecidos. Também li e resenheei O guia do mochileiro das galáxias, e adorei. Aliás, adorei toda a série! Muito boa mesmo! É uma leitura super divertida, e mesmo que você não entenda muito de astronomia, física ou outras ciências exatas, consegue entender a história muito bem. Parabéns pela resenha!

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