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Eu joguei: What Remains of Edith Finch

Há momentos em que tudo que precisamos é sair da rotina e encontrar algo diferente, algo que nos arremata sem que precisemos esperar por isso. Surpresas são sempre bem-vindas e aquele sentimento de satisfação também, mas você já pegou algo para ler, assistir ou jogar – algo que você nem conhecia antes – e ao finalizar você percebeu uma mudança em si, mesmo que mínima? Como se aquilo, que você mal sabia que existia, se conectasse com você exatamente da maneira que você estava procurando.

O game What Remains of Edith Finch é um desses encontros inesperados que a vida nos reserva. Não esperamos por ele, mas mesmo sem perceber o procuramos. E quando finalmente o encontramos temos a chance de sorrir e chorar ao mesmo tempo; gritar de felicidade e se emocionar com lágrimas nos olhos.

Reprodução: Google

A história da família Finch.

Edith Finch acabou de receber uma notícia trágica, e com isso também recebeu a posse da chave da mansão da família, uma casa que guarda uma história profunda cercada de muitos segredos. Ao voltar para o local Edith relembra momentos importantes que viveu e presenciou em cada cômodo dali, como as brigas entre sua mãe e sua avó, e percebe que os quartos dos entes de gerações anteriores ainda se encontram trancados, porém com um diferencial: há passagens secretas que ligam todos os lugares, e agora elas se abrem para contar a história da casa.

Será através dessas passagens secretas que a nossa protagonista montará uma árvore genealógica dos Finch anteriores até si mesma, descobrindo como cada antepassado tem uma relação familiar – e até um pouco bizarra – com a morte. Antes mesmo do game iniciar sua exploração em um ritmo de suspense e tragédia, fica claro que a história tem apenas um foco, e que esse se encontra exatamente nas relações pessoais da família.

Reprodução: Google

A magia da jogabilidade.

What Remains of Edith Finch é um jogo indie lançado em 2017 pelo autor Ariel Souza, diretor Ian Dallas e produtora Giant Sparrow. Tendo uma jogabilidade marcada pela narração em primeira pessoa, a imersão no game se torna instantânea e nos deixa lado a lado com Edith, uma protagonista que nos cativa desde o início.

Temos a missão de explorar a mansão dos Finch e descobrir, junto com Edith, sobre o passado de cada um que já morou naquela casa. A partir disso a jogabilidade se mostra diferente para cada uma das narrativas, deixando que o familiar em questão conte a sua própria história da maneira que a imagina. E é então que entramos na mente de todos os Finch, banhando em pensamentos variados e presenciando mortes inesperadas.

Há momentos de pura fantasia, assim como quando conhecemos uma criança que podia se transformar em qualquer animal que quisesse, que são tão imersíveis ao ponto de se tornarem críveis em nossa imaginação. Mesmo que a própria jogabilidade não seja das mais elaboradas, já que o foco está na história, isso em nada tira o brilho do jogo, que se mostra encantador e mágico aos olhos de quem o desfruta.

Reprodução: Google

Simples, mas encantador.

Decidi me aventurar nesse jogo por simples curiosidade, já que o meu namorado o ganhou na PSN. Estávamos procurando por um game pequeno em tamanho e encontramos uma história grande em sentido de valor. Posso dizer que me emocionei ao lado de Edith e me senti parte da família Finch, me tornando assim mais do que uma mera espectadora.

Perder alguém é algo inevitável, mas mesmo assim desolador. Os Finch lidam com a morte a todo o momento, de maneiras inevitáveis e imprevisíveis, transparecendo para nós a dor da perda e, ao mesmo tempo, a importância de nos sentirmos acolhidos dentro de nossa família; a importância de nossas famílias em nossas jornadas, nossas buscas e nossos destinos.

Ao lado de Edith pude perceber todas essas nuances e ver a morte de uma maneira mais simplória, digo até mais simbólica e enigmática também. Não há motivos para eu não indicar o game, mas, muito pelo contrário, eu só espero que mais pessoas tenham contato com a família Finch e passem por todos os altos e baixos ao lado deles. What Remains of Edith Finch é um game importante e tocante que não é fácil de se esquecer.


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1 thought on “Eu joguei: What Remains of Edith Finch”

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