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“Star Wars: A Ascensão Skywalker”: um filme que emociona, mas não surpreende

Na madrugada de hoje, dia 19 de dezembro, aconteceu a pré-estréia de Star Wars: A Ascensão Skywalker. Sendo o Episódio IX, ele encerra a trilogia dirigida por J.J. Abrams, a qual teve início lá em 2015 com Star Wars: O Despertar da Força.

É claro que como uma admiradora da saga, eu estava bastante ansiosa para saber como seria o desfecho desse ciclo dos amigos Rey, Finn e Poe, e também o destino de Kylo Ren. Mas, mesmo assim, eu percebi que não estava preparada para o que o filme traria, já que não foi um final que eu esperava ou até mesmo que me agradou completamente.

Não, esse post não é um post negativo sobre o filme. Mas é importante eu dizer que, assim como teve momentos de pura euforia e admiração, também houveram outros em que eu me senti enganada e frustrada, e eu serei bem sincera perante os dois lados.

Ademais, esse post não contém spoilers!

Reprodução: Google

Os conflitos com a Força

Logo no início de Star Wars: A Ascensão Skywalker encontramos uma Rey disposta a concluir o treinamento Jedi, para assim conseguir conquistar o sabre de luz que um dia foi de Luke. Para isso ela é treinada por Leia, que acredita e nutre um grande carinho pela moça.

Do outro lado vemos Kyle Ren que está disposto a encontrar e matar o Imperador Palpatine, assim como também matou anteriormente o seu mestre e o seu pai. Os planos acabam não resultando como ele imaginou, mas agora com o Imperador ao seu lado Kyle Ren vê nisso uma oportunidade de finalmente destruir a Resistência.

Sabendo da volta do Imperador Palpatine através das informações sigilosas de um espião infiltrado na Primeira Ordem, Rey e seus amigos decidem ir atrás de uma preciosidade rara que indicará o caminho até o local onde Palpatine está escondido. Mas para isso o seu treinamento Jedi terá que ser interrompido e o peso das suas memórias e decisões a farão ficar cada vez mais indecisa sobre a Força e si mesma.

Os conflitos dentro da Rey são intensos e vão ganhando forças cada vez maiores. O contato entre Rey e Kyle Ren também é intensificado, fazendo com que os dois sintam uma ligação ainda maior entre eles. Mas eles se renderão um ao outro? Rey finalmente segurará a mão de Kyle Ren e deixará o ódio dominá-la ou Kyle Ren será transformado pela Força e bondade que emanam de Rey?

Reprodução: Google

Nostalgia, esperança e força feminina

Acredito que posso dizer que mais de 50% do filme me agradou, tendo assim uma visão bastante positiva ainda. Afinal eu adoro esses personagens, tanto os antigos como também os novos, então poder ver o crescimento de cada um deles sempre é uma conquista.

Ter esse vislumbre de crescimento na Rey, que lá no primeiro filme se mostrou uma garota que ainda não sabia quem era, mas que constantemente buscava por seu passado, foi um dos pontos mais importantes para mim. Nos três filmes dessa trilogia a Rey busca por si, por seus pais, por seu passado. Luta para entender quem ela é e o que deve seguir; luta contra o próprio medo, o medo de ser alguém que pode não agradar a si mesma. Toda essa luta é significativa e importante, mesmo que repetitiva, ao menos ao meu ver. Então ver esse ciclo sendo fechado foi gratificante e até mesmo orgulhoso.

Mesmo que certos aspectos desse desfecho da personagem não tenha me agradado, eu gostei de como ela se encontrou e de como começou a se auto identificar. A força que a Rey emana também é muito significativa e potente, o que gera uma identificação e trará ainda mais fãs mulheres (e mais novas) para a saga. E, claro, é sempre necessário ver uma personagem feminina com tamanho poder.

E já que estamos falando sobre o que me agradou na Rey, por que não falar do Kylo Ren, esse personagem que eu tanto adorava odiar? Fica até difícil falar o que eu gostei nele sem revelar o seu – já esperado – desfecho, mas dizendo em poucas palavras eu me vi, ao final, torcendo e clamando por mais do Ben. Queria ver seu poder emanar intensamente; queria vê-lo lutando ao lado da Rey (algo abominável para mim antes); queria vê-lo como o Han e a Leia o viam. E eu vi.

É obvio que eu também gostei das participações especiais dos personagens clássicos, como o Lando, que aparece pouco, mas deixa o seu charme, a Leia, que ao mesmo tempo que aquece o nosso coração também o quebra em pedacinhos, e outros, que eu não direi para não estragar a experiência de ninguém. Inclusive um deles foi uma surpresa tão grande para mim, que arrisco em dizer que foi a principal razão para eu ter mudado de lado em questão do Kyle Ren/Ben.

Por isso digo que no geral o filme me agradou sim. Ver novamente personagens tão queridos e conhecer outros que também conseguiram um lugar no meu coração; me ver, parcialmente, do lado de um personagem que antes era intragável para mim; concluir essa jornada ao lado de um trio de amigos tão queridos; e, não menos importante, me emocionar, me arrepiar e me sentir novamente em Star Wars.

Star Wars: A Ascensão de Skywalker não é melhor filme da saga, longe disso, e também não é o melhor filme da nova trilogia. Porém os sentimentos conflitantes, as sensações com a nostalgia e estar novamente ao lado dos nossos amigos intergaláticos fazem fazer as quase três horas valerem a pena.

Reprodução: Google

Mas nem tudo é flores: decepções e apagamento

A primeira parte do filme me pareceu arrastada, com adição de momentos que não tiveram sentido ou explicação nenhuma para o decorrer do filme. Mesmo que a cena inicial com o Kyle Ren seja importante, não foi algo que me deixou animada desde o princípio. Eu demorei para engatar na história, e isso foi ruim.

Enquanto a Rey se destacava e trilhava o próprio caminho, o Finn e Poe foram apagados e esquecidos na maioria do tempo. As brigas entre os três eram massantes e desnecessárias, algo que poderia ser resolvido na base de conversa; a aparição do Finn se resumia em gritar pela Rey, sempre desesperado para tê-la por perto e para ter o trio reunido novamente; já o Poe apareceu com um antigo interesse romântico feminino que mais me pareceu uma artimanha para fazer com que os fãs esquecessem o ship ilusório de Poinn.

Ao mesmo tempo que tiraram o ship de nós tentaram colocar uma certa representatividade LGBTQI+ através de uma cena romântica bem no final do filme. Mas até que ponto essa “representatividade” é verdadeira quando nós nem ao menos sabemos o nome dos personagens referidos? O que nos faz pensar: isso é mesmo um ato de representatividade ou é apenas uma decisão feita para enganar o público?

Não posso deixar de destacar a participação do espião dentro da Primeira Ordem. A revelação de quem era foi – e não foi – uma surpresa, porém a motivação do personagem foi algo que não me convenceu. Pareceu mais uma atitude birrenta e vingativa de uma criança do que propriamente uma atitude de mudança vinda de um homem. Foi decepcionante o que fizeram com o personagem e foi ainda mais decepcionante o seu desfecho.

Entretanto o pior para mim foi uma certa cena entre Ben e Rey no final, – e sei que quem já assistiu ao filme saberá do que estou falando – a qual odiei. Não fez sentido e muito menos me deixou feliz com isso. Pelo contrário, cheguei até mesmo a bufar de raiva com tal acontecimento.

Sonhando Através de Palavras

É claro que se você acompanhou a nova trilogia até aqui e é fã da saga eu não posso deixar de dizer para que assista ao Episódio IX, mas posso ao menos pedir para que não vá com enormes expectativas ou imaginando ser o melhor filme de Star Wars.

Star Wars: A Ascensão de Skywalker traz grandes doses de nostalgia, principalmente para aqueles que querem ter um gostinho a mais dos personagens clássicos, e muitas cenas de ação, nem todas impressionantes. É um filme bom que conclui a nova trilogia sem se arriscar ou fazer algo diferente do que já vimos nos anteriores. Por isso, infelizmente, é apenas um filme bom, e nada mais.


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8 thoughts on ““Star Wars: A Ascensão Skywalker”: um filme que emociona, mas não surpreende”

  1. Olá

    Eu amo a Rey, mas sou fã louca do Kylo Ren hahaha e são os dois personagens que me fizeram continuar com essa nova saga, porque achei ela bem mal elaborada e com tanta pontas fracas que dar vontade dormir na maioria das partes dos 2 primeiros filmes e fiquei mais empolgada com The Mandalorian que resgatou aquela sensação de luta de Bem e Mal, crise existencial e preservação da vida.
    Não estou empolgada para esse final e só vou assistir ano que vem.

    Beijos e gostei de sua sinceridade.

    1. Te entendo! Infelizmente eu acho que eles mal aproveitaram o Finn e o Poe na trilogia, dando espaço só pra Rey e o Kylo Ren, isso é fato. Ambos podiam ser personagens tão fodas e acabaram ficando de estepe para Rey e só para ser formado um trio, o que é triste. Eu ainda não assisti The Mandalorian, mas estou empolgada para começar! Ao menos parece ser bem melhor, né? De qualquer forma espero que você aproveite o filme, ao menos um pouco, rs.

    1. Hahahaha. Não achei uma cópia de Vingadores Ultimato, de jeito nenhum. Só esperava mais do filme, ainda mais por ser da franquia de Star Wars, que por si só já gera expectativas demais em nós, né? Mas vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões, pois conheço gente que adorou e até chorou com o filme.

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