Literatura

Resenha: “Biblioteca H. P. Lovecraft, vol. #1” – H. P. Lovecraft

H.P. Lovecraft está entre os meus autores preferidos. Digo isso não apenas dentro do gênero terror, mas também como no geral. Sei – e não escondo o meu desgosto perante isso – que o autor não era lá uma pessoa muito legal de se conhecer ou lidar, já que era xenofóbico e racista, e isso é evidente em alguns de seus contos.

Mas, felizmente, nesse ponto eu consigo separar o autor da obra. Não irei exaltar Lovecraft por ter sido quem foi, isso é óbvio, mas, sim, por ter tido uma mente brilhante capaz de criar histórias tão assustadoramente belas. Lovecraft é aquele tipo de escritor que cria mundos, criaturas e histórias fabulosas da maneira que eu gostaria de um dia conseguir criar.

Título: Biblioteca H. P. Lovecraft – O chamado de Cthulhu e outras histórias
Volume # 1
Autor: H.P. Lovecraft 
Quantidade de páginas:
 448
Editora Companhia das Letras
Gênero:
 Ficção / Horror / Ficção Científica
Ano: 2019
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Compre: Amazon
Minha classificação: ★★★★★ (5/5)
*Livro cedido pela editora

Loucura, insanidade e os Grandes Anciões

Nesse primeiro volume da Biblioteca H.P. Lovecrat estão reunidos 10 contos fenomenais do autor clássico de terror. A coletânea foi traduzida e organizada por Guilherme da Silva Braga – e aqui abro um adento para elogiar a escolha perfeita dos contos para esse primeiro volume -, dando assim início a uma coleção que tem como objetivo publicar as histórias completas de Lovecraft.

É incrível terminar a leitura de cada conto e perceber em como cada história consegue se complementar de uma certa maneira. Nessa coletânea temos a presença frequente de histórias que buscam descobrir o que são os Grandes Anciões ao mesmo tempo em que seria melhor não saber nada sobre essas criaturas. Uma mistura de loucura, desespero e agonia, tudo envolta na melhor dose lovecraftiana.

Edição com capa dura, diagramação espaçosa (não tive problemas na leitura) e cuidadosa (com detalhes caprichados e bonitos).

O chamado de Cthulhu e outras histórias aterrorizantes

Totalizando 10 contos escolhidos para essa primeira versão, falarei abaixo um pouco sobre cada um. É importante alertar que não haverá spoilers de nenhuma história, pois acredito que as sensações e as surpresas devem ser mérito exclusivamente da sua experiência de leitura.

Dagon:
O narrador-personagem encontra-se prestes a ficar sem morfina, o seu atual vício, e demonstra um desejo profundo em se suicidar. Porém, antes de fazer tal ato, o homem decide nos contar o motivo que desencadeou o seu vício e a sua vontade pela morte.
Será então através desse relato que conheceremos a sua experiência solitária no meio do Pacífico após conseguir escapar de uma prisão feita pelos alemães. Esse também será o momento que iremos ter contato com o que o narrador viu e temeu no mar, o grande Senhor dos Peixes, o grande Dagon.
Posso dizer que esse foi o conto que menos me envolvi da coletânea, e isso deve-se muito a eu não ter conseguido focar totalmente na história e imaginado com precisão os acontecimentos. Mesmo assim foi uma história necessária, já que eu não conhecia esse mito criado pelo Lovecraft, o que me fez ter mais conhecimento sobre suas criações e entender melhor outro conto disposto mais para frente no livro.

Ar frio:
Por conta de uma mudança no trabalho, o nosso protagonista é obrigado a se mudar para uma pensão barata em Nova York. Algumas semanas depois, por conta de um problema no teto do apartamento, ele descobre que seu vizinho de cima é um velho médico, o dr. Muñoz, que logo o acaba ajudando quando o narrador-personagem tem um ataque cardíaco.
Depois desse favor, o protagonista se vê responsável por manter uma interação e afetividade com o velho, descobrindo assim nos dias seguintes os seus segredos mais bizarros e o porquê do vizinho manter uma temperatura tão baixa em seu aposento.
Admito que o desfecho me surpreendeu bastante, pois foi uma revelação pela qual não esperei. Gostei da atmosfera fria e sombria que há nesse conto, me deixando tão assustada e abismada como o próprio protagonista.

O modelo de Pickman:
Em uma conversa entre Thurber e Eliot, o primeiro conta para o amigo como Richard Upton Pickman, o pintor conhecido por ambos, o aterrorizou com as suas atuais pinturas. Pickman é conhecido por retratar através de suas artes expressões mórbidas e intensas que afloram os nervos dos mais sensíveis.
Thurber inicia o relato explicando como Pickman o convenceu a ir até North End para conhecer a sua casa, a qual ninguém tinha conhecimento, e apreciar os seus mais novos trabalhos. É claro que as novas artes estão mais intensas e aterrorizantes, fazendo assim com que Thurber se encontre aterrorizado ao final da noite.
É difícil afirmar, mas acredito que esse foi o meu conto preferido do livro! A atmosfera sombria, as pinturas bizarras e intensas, e todo o relato do protagonista, fizeram com que eu emergisse completamente na história e me sentisse ali, do lado de Thurber e Pickman. Fiquei curiosa para saber como seriam os quadros na vida real e como eles poderiam mexer com os nossos nervos e sanidade.
O único ponto que me incomodou foi que Thurber tinha que afirmar à todo momento que era um homem viril e que não se assustava fácil, como se fosse preciso ficar reafirmando a sua masculinidade a todo momento apenas porque não se sentia confortável admitindo o medo. Porém eu consegui ignorar essas pequenas partes e focar no centro e descrições da história, que foram o que realmente me agradaram.

A música de Erich Zann:
Ao se mudar para uma pensão localizada na Rue d’Auseil, o narrador-personagem consegue ouvir de seu quarto no quinto andar o violista Erich Zann tocar de seu aposento no sótão. A melodia é estranha, desconhecida, mas intensa o bastante para fisgar a atenção e admiração do protagonista, deixando-o assim curioso para ouvi-la pessoalmente.
O jovem tenta então se aproximar do músico, convidando-se para ir até o sótão e ouvir a melodia. No início a ideia não é bem vista pelo vizinho, um homem mudo e introspectivo, mas depois ele aceita de bom grado a companhia do garoto, o que talvez não tenha sido uma ideia muito boa.
Esse foi outro conto que me agradou bastante, até porque eu não sabia o que esperar. Eu me senti na pele do protagonista e me vi tão agoniada quanto ele por causa do desenrolar dos acontecimentos. Cada momento era uma surpresa e agonia tamanhas, o que me deixou intrigada para saber mais sobre a própria melodia do Erich Zann.

O assombro das trevas:
Robert Blake é um estudioso do oculto e de lendas sombrias, isso porque também é um escritor, assim utilizando-se desses estudos para criar suas próprias histórias de terror. Ao voltar a se estabelecer em Providence, Robert, através da janela de seu aposento, tem um pequeno vislumbre de uma igreja potente e alta da Federal Hill, lhe despertando assim uma curiosidade enorme sobre o local.
Essa curiosidade leva-o até a igreja abandonada, fazendo com que o escritor, ignorando os olhares negativos da população, entre em meio a poeira e abandono do local sagrado. Durante a sua exploração ele descobre um objeto misterioso, que logo lhe trará maus agouros, tanto para si como também para a cidade.
Desde o início da história a curiosidade também já tinha se instaurado em mim. Eu também queria saber mais sobre a igreja, adentrar-lhe fundo e desvendar seus símbolos misteriosos. O que descobrimos – eu e o Robert – foi uma surpreendente bizarrice que me arrepiou todo o corpo e me deixou com vontade de poder voltar no tempo para salvá-lo. Essas sensações não são incríveis?

O chamado de Cthulhu:
Francis Wyland Thurston acaba de perder o seu tio-avô George Gamell Angell, tornando-se o único herdeiro do pesquisador. Enquanto vasculha os pertences e papéis do recém-falecido, Francis encontra documentações, símbolos e uma caixa que muito lhe chama a atenção por conta do seu teor estranho e fora do comum.
Após ler as anotações e desvendar os mistérios da caixa, Francis irá entrar em um caminho sem volta para o mundo de criaturas antes nunca vistas e grandes demais para o entendimento pequeno da humanidade, levando-o até mesmo ao pensamento de que a morte de seu tio-avó não foi um acidente.
Esse foi o único conto que eu já havia lido da coletânea, e posso dizer que mesmo sendo uma releitura a minha experiência foi tão – ou ainda mais – incrível como da primeira vez. Dessa vez eu consegui imergir ainda mais no mistério e entender com mais precisão as descrições.
Eu admiro bastante a capacidade do Lovecraft de criar mundos fantasiosos e imensuráveis, assim como também cria toda uma mitologia e nos torna uma pequena parte de um mundo enorme afora. Para mim essa premissa não é apenas maravilhosa, como também fascinante. Então saber um pouco mais sobre Cthulhu e o seu poder sobre nós sempre é uma experiência interessante e enriquecedora.

O horror de Dunwich:
Dunwich é uma cidade decadente conhecida como aquelas para não se passar por perto. A estranha família Whateney reside em Dunwich, sendo pai e filha conhecidos por terem hábitos fora do comum e uma relação que beira – ao menos aos olhos dos fofoqueiros – ao incesto. Esse boato fica mais forte quando Lavinia Whateney dá à luz ao pequeno Wilbur Whateney, sem ninguém saber quem é o pai.
Wilbur cresce muito rapidamente, tendo um desenvolvimento mais rápido do que o de uma criança normal, causando desconfiança e medo no povo do vilarejo. Quando o Velho Whateney morre, o pequeno Wilbur fica encarregado de cuidar da casa e da coisa que fica presa no andar de cima.
Um conto extenso, mas que é maravilhoso em cada detalhe. Aqui vamos ter um deslumbre do que é o Yog-Sothoth e como essa criatura é adorada pela família Whateney. Eu gostei de cada parte e me senti intrigada para saber o que era a tal criatura misteriosa que residia na casa, mas quando eu soube acho que não estava preparada para revelação e o baque que tomei. Mais uma história que me deixou ainda mais fascinada pela escrita do Lovecraft.

A sombra vinda do tempo:
O professor Nathaniel Wingate Peaslee teve um estranho desmaio enquanto redigia uma aula na faculdade onde trabalhava. Digo estranho porque esse desmaio ocasionou no homem uma amnésia que perdurou entre os anos de 1908 à 1913.
Nesses cinco anos de perda total de memória, Peaslee adquiriu uma nova personalidade, o que resultou em seu divórcio e afastamento da família, e uma nova curiosidade por estudar o ocultismo. Quando em 1913 Peaslee tem a sua memória de volta, ele começa a sonhar com mundos indescritíveis e cenários nunca pensados antes, o que desperta no homem uma vontade súbita de pesquisar sobre os momentos que se passaram durante a amnésia e o que os sonhos podem significar.
Um conto que mistura horror com ficção científica, nos trazendo muitas descrições sobre o mundo presenciado nos sonhos e também sobre a Grande Raça. É uma história longa que precisa de bastante atenção para poder ser absorvida em sua totalidade, tendo um desfecho e uma caminhada que resultam em uma experiência incrível de imersão e insanidade.

A casa temida:
Uma casa abandonada na Benefit Street, construída em 1763, guardava histórias assustadoras sobre a vivência de seus habitantes. Mortes estranhas e aparentemente sem motivos específicos ocorriam com frequência no local e a família que ali morasse era consumida por uma má energia, a qual lhes sugavam toda a vida.
O Dr. Elihu Whipple, com o auxílio de seu sobrinho, decidiu investigar mais à fundo sobre o mal predominante na casa. Ficando juntos por algumas noites no porão da residência eles compartilharam experiências horríveis e inexplicáveis. Mesmo que ninguém acredite neles, o homem mais novo está disposto a nos contar tudo o que aconteceu com os dois e como eles expurgaram o ser maligno que atormentou durante séculos as gerações daquela família.
Esse conto também se encontra entre os mais longos da coletânea, mas o mistério envolto da história faz com que a leitura tenha uma rápida fluidez. Quando você menos espera já está desvendando sobre o mal na casa abandonada e ficando tão assustado quanto o próprio narrador. Sendo assim, esse é mais outro conto incrível do autor que me fez tremer ao final da leitura.

A sombra de Innsmouth:
Em uma de suas viagens pela Nova Inglaterra, Robert Olmstead ouve falar sobre o estranho vilarejo de Insmouth. Os conselhos de desconhecidos ditam para Robert não ir até esse lugar, pois, além de ter habitantes nada receptivos, há histórias malignas por trás da cidadezinha.
Porém a curiosidade do jovem, ansiando por conhecer lugares novos e exóticos, faz com que ele vá até Insmouth, mesmo que à princípio só queira ficar durante o dia para à noite seguir o seu caminho. É claro que as coisas não darão tão certo como ele imaginava e assim ele descobrirá os segredos mórbidos e bizarros da pequena cidade.
Com certeza esse também está entre os meus preferidos da coletânea, pois terminei a leitura com uma gastura e desconforto indescritíveis. É uma história longa, mas cheia de detalhes e informações, fazendo assim com que o leitor descubra o novo à todo momento, assim como o próprio narrador-personagem.
Aqui nós temos um contato superficial, de longe, com os habitantes da cidade, mas fica claro que eles são fanáticos religiosos que comandam uma igreja denominada como A Ordem Esotérica de Dagonisso mesmo, esse conto tem ligação direta com o primeiro citado na coletânea -, e quando descobrimos com mais profundidade sobre essa adoração é impossível não se chocar com tamanha bizarrice e, ao mesmo tempo, ficarmos amedrontados.
É uma mescla de fantasia com horror que combinam perfeitamente. Eu fiquei encantada e anestesiada com tanta criatividade! E é lendo contos assim que eu lembro o porquê de gostar tanto do gênero terror e de desejar tanto escrever como o Lovecraft.

Reprodução: Biblioteca Pessoal

Para mim, é como estar novamente em casa.

É sempre bom ler autores que sei que vou gostar, sendo o Lovecraft um desses; uma dessas zonas de conforto/escape. Voltar para as histórias do autor me transmitem um sentimento estranho de estar em casa, de estar de volta para algo que eu gosto com bastante intensidade, como um refúgio.

Os contos selecionados se completam de uma forma incrível, então lê-los assim um atrás do outro foi uma experiência maravilhosa e enriquecedora, pois consegui ligar cada fato e cada detalhe que o autor ia colocando levemente entre as histórias. Também é sensacional constatar que todos os dez contos são excelente. Não bons ou medianos, mas, sim, incríveis, o que faz com que a experiência de leitura seja ainda mais gratificante.

Fiquei maravilhada com a capacidade do Lovecraft de me assustar e me deixar com aquele sentimento de desconforto. A cada conto eu terminava a leitura com um sorriso nos lábios, porque tinha lido algo espetacular, mas também com um pouco menos de sanidade. Eu sempre acho incrível a maneira que o bizarro e grotesco conseguem me fisgar e me deixar vidrada, e isso é algo que o autor passa para o papel com maestria, pois é impossível ler as descrições de tais criaturas e não se sentir abominado, enojado, e, ao mesmo tempo, admirado.

Dentre os contos eu apenas havia lido O chamado de Cthulhu, e já tinha gostado bastante, sendo assim a minha única releitura. Porém posso dizer que a segunda vez que li o conto, agora com o complemento dos demais, me senti tão – ou ainda mais – fascinada por Cthulhu e toda a mitologia por volta do Ancião. Não esperava que ler uma segunda vez faria eu gostar ainda mais desse conto, mas isso aconteceu.

Outro ponto que também quero ressaltar é a tradução da obra. Quem já leu Lovecraft sabe que a escrita não é nada fácil, tendo em alguns contos bastantes descrições científicas, o que torna a leitura ainda mais difícil e complicada. Mas essa tradução, para mim, fez toda a diferença, pois mesmo que ainda houvessem os termos científicos e as descrições minuciosas o entendimento completo não era perdido, dando assim para compreender perfeitamente todas as cenas, momentos e sentimentos.

Não tenho o que falar negativamente da edição e dos contos, já que ambos me agradaram completamente. Inclusive sugiro essa edição para aqueles que ainda não leram nada do H.P. Lovecraft, mas tem alguma vontade de começar, até mesmo não sabendo por quais histórias. Nisso a coletânea também servirá perfeitamente para você.

Para os fãs do Mestre do Horror Cósmico eu também indico a edição, pois mesmo que você já tenha lido todos esses contos a edição é digna de se ter na coleção, tanto pelo cuidado gráfico como também para despertar uma releitura desejada.


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16 thoughts on “Resenha: “Biblioteca H. P. Lovecraft, vol. #1” – H. P. Lovecraft”

  1. Esse livro é uma obra de arte. Eu vi gente recebendo ele da editora nos stories e quase morri do coração de tão linda que a edição tá.
    Eu gosto muito do Lovecraft, o jeito que ele conduz as histórias dele sempre me agradaram muito. Essa coletânea parece mesmo marvilhosa, vou tentar comprar ela em breve.
    Amei seus comentários e as fotos!

    1. Obrigada! Eu também fiquei chocada quando recebi o livro, pois não esperava que fosse tão bonito e com um acabamento tão espetacular. É uma ótima dica até mesmo para quem já leu esses contos porque vale a pena ter essa edição na estante. Espero que você goste dos contos selecionados!

    1. Para quem quer começar a ler terror eu não indico que comece por Lovecraft, já que a escrita pode ser difícil e rebuscada no início. Mas, como é um clássico do gênero, sempre é bom dar uma chance as obras do autor, ainda mais por serem histórias tão diferentes e maravilhosas.

  2. Olá, tudo bem?

    Eu gosto muito dos contos/escrita do Lovecraft, há algumas reclamações dos leitores de hoje em dia em relação a alguns trabalhos/contos do escritor, por racismo e outros tipos de preconceito, mas há de convir que naquela época/sociedade não havia tanta consciência em relação ao próximo como nos dias de hoje.

    Particularmente eu gostei muito da sua resenha, ficou bem escrita e super completa. Eu quero fazer uma observação, essa edição parece ser muito bonita.

    Abraço!

    1. Obrigada pelos elogios, Yvens! 🙂
      A edição é sim uma lindeza! E eu concordo com os leitores que fazem esse tipo de reclamação às histórias do Lovecraft, mas também concordo com o seu ponto, afinal a grande maioria das pessoas nem ao menos se importavam ou se preocupavam em ler histórias preconceituosas. No caso do autor, não é sempre que ele destila ódio, mas em algumas dá para perceber sim e ficar incomodada com isso. Em contraponto, eu adoro as histórias e a criatividade do Lovecraft, o que me deixa dividida entre amar ou não o autor, mas não me impondo barreiras para não lê-lo, pois, aliás, ele é uma grande inspiração para mim na escrita. Nisso nós podemos fazer aquilo de amar as histórias, mas não admirar tanto assim o autor, tentar afastar essas impressões, né?

  3. Oi, amei sua resenha. Tenho uma outra coletânea com contos do autor publicada pela Darkside e vi que há alguns contos em comum com essa que você resenhou. Amei saber um pouquinho sobre as histórias. Ótima resenha!

    1. Olá! Eu estava de olho nessa edição da Darkside, que também é linda demais, né? Mas justamente por ter contos em comum irei acabar ficando só com a minha e torcer para que a Companhia lança mais volumes (até esgotar todos os contos do autor).

  4. Oi, tudo bem?
    Nunca li nada do autor, mas confesso que falto interesse da minha parte. Não leio terror e por isso nunca me senti atraída pelas obras dele. Porém, tenho visto muitos elogios para essa edição e acredito que quem ama o gênero vai gostar. Achei interessante o fato dos contos se complementarem e deu para ver o quanto você apreciou a leitura.
    Vou passar a dica só por não gostar do gênero, mas adorei a sua resenha.
    Beijos!

    1. Obrigada pelo comentário e pela visita, Maria! <3
      Uma pena que você não goste do gênero, mas espero que indique o livro (ou quem sabe a resenha) para algum conhecido que aprecie terror.

    1. Oi, Bia!
      E também já até sei que você já o leu e gostou, hahaha. Muito feliz por ter gostado da leitura e por dividido comigo suas impressões, espero que possamos fazer isso mais vezes.

    1. Se ainda não leu nada do autor, recomendo iniciar por essa edição! Os contos são maravilhosos e farão com que você se apaixone instantaneamente pelas histórias do Lovecraft. Pode arriscar sem medo!

  5. Oiii tudo bem?
    Ainda não li nada do autor e confesso que cada vez que sai uma versão de algum livro dele eu fico babando e dessa vez não foi diferente essa edição tá linda já quero pra mim hahaha , apesar que terror não é meu gênero favorito eu tô super curiosa em ler algo desse ator e saber se vou ter algum medo ou não é como são contos vai ser uma.leitura mais tranquila .

    1. Oi, Sara. Estou bem e você?
      O Lovecraft é aquele tipo de autor que sempre tem mil edições e todas são lindas, né? É sempre difícil de escolher, hahaha. Mas vai nessa, que não tem erro! Ainda mais por não ter lido nada do autor, acredito que esses contos são uma ótima maneira de começar.

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