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Eu joguei: Days Gone

Lembro de ter começado a jogar Days Gone pela insistência do meu namorado, mas, de início, não era um jogo que me chamava lá tanta atenção. Eu não gosto de filmes de zumbis, mesmo que esse não seja exatamente a nomenclatura ou monstro abordado no game, e isso por si só me afastava da história.

Mas como eu sei que o meu namorado sempre acerta nas indicações, já que me conhece muito bem, decidi dar uma chance para Days Gone e seu protagonista motoqueiro. Admito até que isso dele participar de um moto clube e honrá-lo, me assimilou bastante a série Sons Of Anarchy, uma das minhas queridinhas, tornando isso um ponto positivo. Mas vamos para a história do jogo…

Reprodução: Google

Conheça Deacon St. John

Deacon St. John perdeu tudo que mais amava quando o mundo foi invadido por uma pandemia global: a sua esposa Sarah. Entre o desespero e a vontade de salvar a mulher amada, Deacon ficou sozinho com o melhor amigo Boozer enquanto um avião levava Sarah para bem longe daquele novo inferno.

É claro que ele prometeu encontrá-la no local em que o avião supostamente deveria pousar, mas, por causa de um destino traiçoeiro, quando Deacon chegou ao local marcado não havia mais rastros de sobrevivência do possível acampamento e das pessoas que um dia subiram naquele avião.

A partir disso, Deacon começa a viver uma vida solitária e reclusa, tendo contato mais íntimo apenas com Boozer, seu amigo para todos os momentos. Deacon e Boozer não fazem parte de nenhum acampamento da região, mesmo que favores sejam feitos para os líderes de tais lugares. Eles preferem viver apenas os dois, caçando juntos e sobrevivendo juntos.

Após dois anos de uma vida cercada por Freakers, as centenas de criaturas contaminadas pela pandemia, Deacon descobre através de O’Brian, o pesquisador que ajudou Sarah a entrar no avião, que a sua amada ainda pode estar viva, iniciando assim uma busca cega por sua esposa, adentrando em uma troca de favores para obter respostas e em uma jornada frenética com muitos perigos, matanças e inimigos.

Será então que descobriremos, aos poucos, sobre o passado de Deacon St. John, tendo momentos emocionantes, tristes e felizes, uma mescla de sua vida antiga e que, com muita garra e raiva, ele quer – e precisa – recuperar.

Reprodução: Google

Sobreviva em um cenário pós-apocalíptico

Days Gone, além de ser focado na jornada de Deacon St. John em busca de Sarah, também traz muitos momentos de sobrevivência, nos mostrando que há muitos inimigos para combatermos ao decorrer do caminho. Há Freakers, há hordas e em cada esquina que passamos com a nossa moto encontramos um novo desafio.

E aqui abro um espaço para deixar uma confissão: no início achei que não conseguiria ter paciência para finalizar o jogo, justamente por conta de tantas hordas e Freakers que nos perseguem à todo momento. Passei muita raiva quando precisava – e era obrigada pelo próprio jogo – encarar as hordas, que são centenas de contaminados juntos. Mas, também confesso, depois que eu conseguia concluir o objetivo e matar todas as criaturas o sentimento de alívio e orgulho me dominavam.

O Deacon também é uma parte importante de ser citada, até porque ele é o nosso protagonista. Mas digo isso porque foi um pouco lento minha conexão com ele, já que o Deacon é um homem resmungão que reclama de tudo e com todos. Mesmo que ao final eu estivesse totalmente imersa em seus objetivos, havia muitas vezes em que imaginei que ele precisava de um pouco mais de empatia e paciência.

Reprodução: Google

A solidão e a sobrevivência

Apesar dos pormenores, Days Gone foi um jogo que eu amei ter tido contato! Deacon, mesmo com muito esforço, conseguiu me conquistar e me deixar apreensiva para ir logo atrás de seus objetivos. Fiquei tão viciada no jogo que eu apenas queria jogá-lo sem parar até finalizá-lo.

É perceptível que a solidão e a sobrevivência são peças chave do game, já que são sentimentos e sensações presentes constantemente. Você sente que o Deacon só tenta sobreviver para encontrar novamente a Sarah, pois ele precisa dela para sair desse casulo de solidão e para poder, assim, se sentir feliz novamente.

Além, é claro, do Deacon sentir aquela nuvem de culpa por tê-la colocada sozinha em um avião com desconhecidos e não ter conseguido encontrá-la a tempo. Por isso além de sentir saudades e uma vontade incontrolável de tê-la em seus braços novamente, ele também precisa encontrá-la para se desculpar pelos seus erros.

Reprodução: Google

E a continuação, vai ter?

Eu joguei Days Gone no Playstation 4 e fiquei admirada em como o gráfico é bonito. Me vi várias vezes admirando as andanças do Deacon de moto e babando nos lugares retratados. Mesmo que tenha muita destruição pelo caminho, dá para sentir a força de cada lugar que pisamos.

Após a finalização do game há ainda um outro final especial, o qual deixa um gostinho de uma possível continuação. Fiquei muito empolgada com esse segundo desfecho e espero, mesmo, que façam um segundo jogo, pois já estou com muita saudade do Deacon, do Boozer e de alguns personagens secundários maravilhosos que ganharam um pedaço do meu coração.


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1 thought on “Eu joguei: Days Gone”

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