Literatura

Resenha: “Wake – Despertar” – Lisa McMann

Esse é um daqueles livros que eu tinha vontade de ler desde que comecei a me entender como leitora e que adentrei no mundo dos livros pela internet. Mas também é um daqueles livros que eu deveria ter lido mais jovem, pois sei que teria aproveitado bem mais e que a minha experiência de leitura teria sido melhor.

Não vou dizer que Wake foi totalmente ruim, mas por ter sido uma leitura que realizei no ano passado – e olha que nem passou tanto tempo assim – eu deveria ao menos relembrar de coisas que vão além do básico da história, certo? Mas não é isso que acontece aqui. Eu lembro das minhas sensações durante a leitura, lembro das minhas decepções, mas não lembro propriamente do que ocorreu na história, e nisso percebo que a história não é memorável, mas, sim, esquecível.

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Título: Wake – Despertar
Wake #1
Autora: Lisa McMann
Quantidade de páginas: 205
Editora Novo Século
Gênero:
 Ficção / Romance / Suspense e Mistério
Ano: 2010
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Minha classificação: ★★★ (3/5)

Sonhos ou pesadelos?

Desde os oito anos de idade, Janie Hannagan consegue adentrar no sonho das outras pessoas. Longe de ser uma dádiva, mas, sim, um pesadelo, Janie precisa ficar longe de qualquer pessoa que esteja dormindo, pois, se não, ela é sugada para dentro da mente dos dorminhocos, sendo assim obrigada a presenciar os segredos e temores de cada um.

Com uma presença materna ausente, Janie tenta manter a mente sã e sobreviver com o apoio de sua melhor amiga Carrie e através de seu trabalho no lar Heather, um local para idosos. No entanto, quando conhece Caleb Strumheller, o estranho que estuda na mesma escola que ela, a sua vida muda de uma maneira até então inimaginável.

Caleb não é como os outros garotos. Ele entende pelo o que Janie passa com a mãe, e, sendo um garoto pobre e também mal cuidado pelo pai, ele construirá uma nova relação com Janie. Mas Caleb não é perfeito, ele esconde algo, um segredo. Será que Janie é capaz de descobrir o que é? Será que ela irá aceitá-lo, mesmo após a revelação? E, talvez o mais importante, será que ambos conseguirão se ajudar?

Com uma narração em 3° pessoa, Wake – Despertar é o primeiro livro de uma trilogia. Nele conheceremos o tamanho da maldição em toda a vida decorrente de Janie e como isso a vem afetando ao longo desses anos; a história também tratará sobre a multiplicidade das pessoas e os seus medos intensos.


“Janie sempre escolhia desafio. Ela era a garota dos desafios. Dessa maneira ninguém via o que havia por dentro. Ela não podia se permitir deixar ninguém entrar. Eles poderiam descobrir sobre seu segredo.”

Com uma trama envolvente e curiosa, a autora aborda a questão dos sonhos e dos medos, no entanto isso não foi o suficiente para me fisgar para dentro da leitura.

Por mais que eu tenha o lido relativamente rápido, só consegui engatar e gostar da leitura lá para os 80%, que foi onde a história fez um pouco de sentido para mim. Ao meu ver, a autora tinha uma ideia fantástica, mas não soube colocá-la em prática, deixando-a rasa e sem nenhuma profundidade. Acredito que a temática dos sonhos poderia ter sido melhor aprofundada e resultado em um enredo diferente e melhor.

Outro ponto que também me incomodou no livro foi a narração e/ou tradução. Li em conjunto com duas amigas e elas também tiveram o mesmo problema, sendo que uma até o abandonou. E talvez por isso a minha leitura não tenha sido fluida desde o princípio, já que a narração me causou desconforto e os erros em demasia me incomodaram.

Por sorte eu gostei do final, o que compensou a leitura no geral, e até tinha ficado com vontade de saber o que se passará nos próximos livros, me deixando assim curiosa pela continuação. Porém, confesso, a curiosidade foi momentânea e agora não sei mais se lerei ou não os outros dois livros. De qualquer forma, se você gosta da temática de sonhos e de uma leitura mais juvenil, o livro poderá te agradar.


“(…) seus corpos tremendo como se fossem duas crianças assustadas, perdidas e famintas. Famintas por ser tocadas e abraças por alguém, qualquer um, a primeira pessoa que pudessem achar que fosse familiar, seguro e forte o suficiente para salva-los.”


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