Literatura

Resenha: “O Bazar dos Sonhos Ruins” – Stephen King

Esse mês eu participei da #Kingtona, uma maratona literária que tem como objetivo dedicar as leituras de setembro ao Stephen King, o aniversariante do mês. Para isso, escolhemos livros escritos pelo autor e nos propomos a lê-los. Eu, por exemplo, escolhi três livros, incluindo O Bazar dos Sonhos Ruins.

Estou com esse livro na estante desde o seu lançamento, quando o ganhei da Suma. Não lembro o porquê de eu não ter o lido logo, mas agora eu vi finalmente a chance de retratar isso, ainda mais por conta de uma das leituras coletivas da maratona em que ele foi o escolhido. E agora posso afirmar que esse não é o melhor livro que já li do autor.

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Título: O Bazar dos Sonhos Ruins
Autor: Stephen King
Quantidade de páginas: 528
Editora Suma de Letras
Gênero:
 Ficção / Suspense e Mistério
Ano: 2017
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Minha classificação: ★★★★ (4/5)
*Livro cedido pela editora

Uma antologia para lhe causar sonhos sombrios

O Bazar dos Sonhos Ruins é uma coletânea de contos e novelas escritas por Stephen King, nosso Mestre do terror. Entre 20 histórias, o leitor terá um encontro marcado com fatos inexplicáveis, criaturas sobrenaturais, sonhos lúdicos, contatos com a morte, o fim do mundo, crenças fanáticas e maldade humana, tudo embalado em muito terror, fantasia e suspense.

Com um prefácio carismático para cada conto, o autor também nos conta como tal ideia surgiu em sua mente e o quanto ela significa para ele, nos dando assim um gostinho a mais de sua imaginação e criatividade. Os contos foram escritos há alguns anos, mas em nada isso tirou a beleza de cada história, mantendo a essência aterradora e descritiva já conhecidas do King.

Os meus contos preferidos foram: Ur, onde um Kindle cor de rosa muda completamente – e inesperadamente – a vida de um professor; Milha 81, que nos apresenta um carro alienígena e extremamente perigoso; Garotinho Malvado, que resgata a essência maligna que pode haver em uma criança; Herman Wouk ainda está vivo, que traz sentimentos intensos e conflitantes, dando-nos uma vontade tremenda de gritar com o desfecho; Blockade Billy, que traz acontecimentos estranhos com um grupo de jogadores de beisebol; entre alguns mais.


“- Você pode atingir a pessoa, mas não pode atingir o mal – disse Wesley. A voz dele parecia estar vindo de outro lugar. – O mal sempre sobrevive. Sai voando como um pássaro enorme e pousa em outra pessoa. É essa a merda, não acha? A merda dessa situação toda?”

Reprodução: Biblioteca Pessoal

Alguns contos são espetaculares, mas outros não são tanto assim…

Posso dizer que o livro foi ótimo para matar a saudade da escrita do King, que é um dos meus autores preferidos, mas também posso afirmar que ele não foi lá muito surpreendente. Alguns contos, principalmente os mais curtos, foram chatos e monótonos, não transparecendo assim a sua veia de terror na hora de escrevê-los. Isso, inclusive, me incomodou um pouco, pois eu esperava bem mais terror do que foi me dado.

Teve um, em particular, que eu não entendi nada e que agora, quase umas três semanas após tê-lo lido, não lembro de mais nada. Em compensação, teve outros, os mais longos, que adorei. E foi então que eu percebi que prefiro o King em narrativas mais longas, onde ele pode desenvolver melhor e com mais detalhes suas histórias.

Não vou dizer que a coletânea em si é mediana, pois gostei da maioria dos contos, mas, por ser King, eu esperei, sim, algo mais assustador ou mais gore, e em grande parte do livro não temos isso. Além do mais, algo que percebi que foi constante nas histórias e que me incomodou bastante foi a gordofobia exposta por vários personagens, tendo também como padrão a mulher magra, considerada bonita, ou a gorda, sendo sempre insultada e julgada por seu peso.

Por conta dos percalços e da quantidade excessivas de contos diversificados, não recomendo a antologia para quem quer começar a ler os livros do autor, mas para quem já é fã ou acostumado com suas história, apenas vá fundo!


“- Isso é meio ingênuo, advogado. Dá na mesma perguntar por que um bebê nasce com a córnea deformada, como Ronnie Gibson, e os cinquenta que nasce depois no hospital nascem bem. Ou por que um bom homem com uma vida decente tem um tumor cerebral aos trinta anos e um monstro que ajudou a operar as câmaras de gás do campo de concentração de Dachau vive até os cem. Se quer saber por que coisas ruins acontecem com pessoas boas, você veio ao lugar errado.”


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