Literatura

Resenha: “Almas de Plástico” – Carol Peace

Antes de tudo li Almas de Plástico sem saber o que esperar, sem saber o que estaria por vir. A capa é bastante bonita e emblemática, porém que faz total sentido quando terminamos a leitura; o enredo prende e surpreende pelo teor crítico e científico, deixando até mesmo o leitor mais atento chocado com as revelações.

Assim, por ser conto a leitura em nenhum momento é enrolada, mas pelo contrário, ela é concisa e vai direto ao ponto, do jeito que narrativas menores devem ser. Se você é um leitor assíduo de sci-fi ou é alguém que quer começar a ler o gênero, essa resenha servirá como uma indicação certeira e especial para você.

Leia também: Elizabeth, de The Wolf

Título: Almas de Plástico
Autora: Carol Peace
Quantidade de páginas: 58
Editora Lendari
Gênero: Ficção / Conto / Literatura Nacional / Fantasia / Distopia / Ficção Científica
Ano: 2020
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Minha classificação: ★★★ (3,5/5)
* E-book cedido pela editora

Almas de plástico em busca da liberdade de todas as almas

Ocean acorda confuso e em um lugar totalmente desconhecido para ele, em uma cidade que não é a sua e em um corpo que não é seu. Sua casca, totalmente humana, o surpreende por ter sido escolhida à acaso, agora se sentindo livre das amarras antigas de ser um ShiBi, um programa.

Em sua nova caminhada pelo desconhecido, Ocean conhece Fancy Ted, uma espécie de Syhu que seria uma máquina, Stone Cold, um Multiplicador ou melhor um clone, e Alice, uma mulher humana que reconhece a casca de Ocean. Juntos, apesar das intrigas iniciais e dos desentendimentos repentinos, o grupo encontrará entre eles um propósito maior, um novo objetivo para o resto de suas jornadas: libertar a todos do sistema.

Neste conto distópico o mundo está inundado por monstros reais, mortais e grotescos, e amarras invisíveis que dominam a vida de todos. Vivendo na escuridão, esse povo continua se escondendo das armas assassinas e do sistema opressor que tenta cada vez mais matá-los e comandá-los.


“A certeza da mortalidade era inebriante; a deliciosa alegria de finalmente temer a morte.”

Reprodução: Biblioteca Pessoal

Almas de Plástico tem uma narrativa curta, mas isso não impede de ser repleta de informações e reflexões.

A princípio o conto se mostrou difícil para mim. Sempre digo e repito por aqui que sci-fi não é um gênero que tenho costume de ler, e por isso a maioria dos termos científicos e até mesmo as analogias usadas muitas vezes podem passar despercebidas para mim e com isso causar grande confusão.

Eu me senti perdida algumas vezes, confesso, sem saber para onde a história estava indo e o que representava todo aquele discurso. Porém, apesar disso, depois de estar mais familiarizada com os acontecimentos, eu me vi dentro da história e ao lado de Ocean, torcendo para que seu objetivo fosse concluído e me surpreendendo com suas revelações pessoais.

Gostei que a própria história traz um paralelo, distante e ao mesmo tempo perto demais, da nossa realidade e critica o sistema opressor que tenta a todo custo dominar o seu povo, enjaulá-lo. Temos um mundo caótico na narrativa, mas que tanto nos assusta por se assemelhar ao nosso.

Estou adorando ter contato com esses contos de bolso da Lendari, pois aprecio muito histórias mais curtas que trazem toda a essência de narrativas completas e concisas. Para você que é fã de sci-fi e de contos rápidos de se ler, eu indico demais que conheça Almas de Plástico e extraia o melhor de sua história.


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