Literatura

Resenha: “Oblivion” – Fabrício Martins e Laura Jardim

Oblivion é uma HQ nacional que surpreende e acolhe. Acredito que todas nós somos um pouco da Anna, causando assim uma identificação com a personagem e também uma forma de nos sentirmos mais próximos dela.

Confesso que eu peguei essa HQ para ler no Kindle Unlimited porque achei a capa linda e precisava de uma leitura mais rápida para sentir que eu estava lendo algo durante o mês e adorei ter esse novo contato!

Reprodução: Biblioteca Pessoal

Leia também: Dente de Leite, de Patrick Martins e Igor Frederico

Título: Oblivion
Roteirista: Fabrício Martins
Ilustradora: Laura Jardim
Quantidade de páginas:
 128
Publicação Independente
Gênero: Ficção / HQ, comics, mangá
Ano: 2021
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Minha classificação: ★★★★★ (5/5)

Você apagaria quem é para poder recomeçar sua vida?

Anna está vivendo aquele momento em que tudo na sua vida parece estar perdido: ela é demitida do emprego, o seu amor pelo crush não é correspondido e, para piorar, uma depressão parece inundar o seu ser. Nem os seus amigos – e o seu gatinho – conseguem animá-la mais.

Por conta disso, ela toma uma decisão importante e que mudará o rumo de seu futuro. É então que ela decide passar pelo processo de apagamento da memória, estando disposta a perder todas as suas lembranças, inclusive daqueles que ama.

Entretanto, será que realmente vale a pena começar uma vida do zero? Vale a pena apagar todas as coisas ruins de sua vida, mas também as boas? A HQ nacional Oblivion, através de um traço fino e simples, aborda de maneira sutil como a depressão domina a vida e mente de alguém e como se sentir amado e acolhido pode ser libertador e fundamental nos piores momentos.

Reprodução: Biblioteca Pessoal

Oblivion aborda sobre depressão, dificuldades da vida adulta e ser quem você é

Eu gostei muito do debate que essa HQ traz ao explorar um método científico que pode apagar todas as lembranças de alguém. Aqui, temos a protagonista passando por momentos difíceis e que causam uma depressão profunda nela. É o esgotamento, a falta de forças pra continuar, a vontade de desistir.

Com isso tudo, e sem expectativa nenhuma de um futuro melhor, será que apagar todas as memórias e começar de novo seria o caminho certo? Se esquecer até mesmo dos seus amigos e do seu bichinho de estimação?

O traço é fofo e traz a leveza que a história precisa, mesclando assim a leveza e delicadeza da arte com a profundidade da história. Outra coisa que também é evidente é que a história tenta debater assuntos mais sérios, mas não levando para diálogos pesados ou cenas que geram grande desconforto. O peso fica para os detalhes, para a sensação que a protagonista nos passa, tudo em entrelinhas, mas, ao mesmo tempo, muito perceptível.

Eu me surpreendi e desejei por mais da Anna, de seu gatinho e de seu drone (que nos conquista logo de cara!). Adorei cada momento ao lado deles, e por isso recomendo demais!


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