Literatura

Resenha: “O Corvo” – James O’Barr

Olá, sonhadores! Como vocês estão?
Com mais uma leitura concluída da maratona Creepytober 2020 e mais uma sendo favoritada, venho apresentar hoje para vocês essa HQ que tanto me machucou, me envolveu e me fez feliz e triste ao mesmo tempo.

O Corvo é uma HQ escrita e desenhada por James O’Barr, em 1980. Ganhou uma adaptação em 1994, com o ator Brandon Lee vivendo a jornada pós-morte de Eric. Esse filme em questão gerou algumas lendas sobre maldição, o que era comum nos bastidores em diversos filmes clássicos de terror, com a diferença que dessa vez ocorreu realmente uma morte dentro do elenco, ceifando assim a jovem vida de Brandon Lee. Um filme significativo que carrega um grande pesar nas costas.

Nesse post eu irei me ater apenas ao enredo e as minhas sensações com a HQ. Caso desejem saber mais informações (e curiosidades) sobre a gravação do filme, deixem nos comentários que futuramente eu posso fazer um post detalhado sobre a adaptação cinematográfica e as tragédias que a cercaram.

Eu indico que leia essa resenha enquanto escuta Burn, do The Cure, tema da adaptação de O Corvo. Basta clicar no nome da música que abrirá uma nova aba no seu navegador com a música citada.

Reprodução: Biblioteca Pessoal

Leia também: Beladona, de Ana Recalde e Denis Mello

Título: O Corvo
Roteirista e artista: James O’Barr
Quantidade de páginas: 272
Editora DarkSide Books
Gênero:
 Ficção / HQ
Ano: 2018
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Minha classificação: ★★★★★♥ 
(5/5+favoritado)

O luto e a solidão através dos olhos de uma vingança

Eric Draven morreu, mas esse ainda não é o fim para ele. Após ser assassinado em meio a uma estrada junto com sua noiva, Shelly, por um grupo de arruaceiros, Eric retorna da morte com o desejo de vingar a sua amada.

O amor que Eric sente por Shelly é tão grande e intenso que o faz retornar ao mundo dos vivos para vingá-la, um amor que quebra barreiras e é vivido além da própria vida material. Mas, em meio aos caos, a solidão, as lembranças e a culpa por não ter conseguido salvar Shelly daquelas barbaridades, será que a vingança é o real motivo pelo qual Eric está de volta ou há algo a mais, algo mais íntimo e pessoal?

Com uma arte expressiva, bela e característica e com uma ambientação gótica, escura, suja, James O’Barr criou uma história que tem a essência forte dos anos 80, época em que foi escrito. Baseado em fatos da sua própria vida, o autor abordou de maneira visual e incrível as fases do luto, a dor da perda e a culpa causada pela impotência.

Reprodução: Biblioteca Pessoal

Uma HQ intensa, tocante e explosiva, que faz o leitor sentir cada pedaço e cada sentimento conflitante de Eric.

Há alguns meses eu havia assistido a adaptação cinematográfica e me apaixonado, sendo esse um dos motivos para eu me interessar pela HQ só agora, dois anos após sua publicação. Eu amei toda a vibe gótica dos anos 80 do filme, amei o protagonista e sua história de amor e vingança. Então, lógico que eu também amei tudo isso na HQ, só que com ainda mais intensidade.

Na HQ temos um aprofundamento ainda maior e com ainda mais força da culpa de Eric, das suas lembranças com a Shelly e sentimentos internos e conflitantes; a sua sede de vingança embasada em uma maneira de expurgar todos os sentimentos ruins que vem sentindo após a sua morte. É uma história sangrenta, sem pudor, com um traço maravilhoso que me fez ficar admirando-o diversas vezes.

Eu comprei a luta do protagonista e me vi ao seu lado buscando por tudo aquilo que ele precisava; eu chorei de saudade junto com ele e me perdi em suas memórias; eu senti a atmosfera pesada através dos traços escuros e a dor de perder a pessoa amada. Eu senti tudo que o Eric sentiu e torci para que ele se libertasse logo da culpa, do pesar. Eu torci para que sua vingança fosse concluída ao mesmo tempo em que eu não desejei vê-lo se transformar em um monstro, como o próprio diz em uma de suas falas.

Eu não sabia que havia uma maneira de amar ainda mais essa história após assistir ao filme, mas agora vejo que há como. Eu amei cada parte da HQ, cada parte do Eric e da Shelly, e fiquei, a todo momento, desejando que ele encontrasse logo a paz. Virou uma das minhas histórias preferidas, tanto a HQ como o primeiro filme, trazendo assim um conjunto perfeito de harmonia e complemento.


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