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Como Cobra Kai me trouxe para o mundo de Karatê Kid

Até o ano passado eu nunca havia assistido aos filmes de Karatê Kid e muito menos havia tido interesse de conhecê-los. Eu sabia, mais ou menos, sobre o que se tratava, mais por conta do filme de 2010 do que por causa do próprio clássico. O que realmente abriu os meus olhos para esse mundo foi a série Cobra Kai, a qual foi o meu primeiro contato com esse universo.

Outra coisa: eu também não tinha interesse nenhum em assistir à série. Mas meu namorado gostou tanto que eu também quis dar uma chance e maratonei cada temporada em um dia. Quando chegou a terceira no dia 1° de janeiro desse ano, também a maratonamos toda em um dia. Não é uma série longa ou com muitos episódios, mas é o tipo de série que te faz ter saudade dos personagens quando você a acaba.

E eu estou tão ansiosa para a 4° temporada, que, claro, ainda não tem data definida, que eu precisei vir compartilhar com vocês todo o amor que essa série – e os filmes – extraiu de mim. E que agora faz com que eu a indique para todo mundo, inclusive para vocês.

⚠ Esse post não contém spoilers. Leia-o tranquilamente e sem medo. ⚠

Leia também: 2 filmes sobre a dura adolescência feminina

Reprodução: Google

Cobra Kai:
a versão do vilão?

34 anos após os acontecimentos do filme Karatê Kid, que traz como protagonista Daniel Larusso, temos em Cobra Kai o foco em Johnny Lawrence, aquele que perdeu para Larusso no campeonato All Valley há três décadas.

No primeiro filme da franquia Karatê Kid, Johnny Lawrence é colocado como o vilão e rival de Daniel Larusso, sendo o típico adolescente valentão que acha que tem a razão de tudo e que a briga é a melhor maneira de solucionar os seus problemas.

Mesmo que no final do filme fique claro que ele é assim por conta da má influência de seu sensei John Kreese – e também por causa dos ciúmes da ex-namorada Ali Mills -, Johnny em nenhum momento tem a chance de explicar suas ações negativas ou colocá-las a par do público de acordo com as suas emoções. Essa visão mais profunda e com mais detalhes sobre a sua vida e suas ações só serão dadas como respostas em Cobra Kai, e isso é maravilhoso.

Então lá está o Johnny, 34 anos depois de um ano cheio de brigas e decepções, tendo uma vida medíocre, solitária e regada a bebidas alcóolicas. Ver Danny na televisão com a sua concessionária famosa não lhe ajuda em nada, apenas o faz piorar. Ele não tem propósito nenhum, muito menos objetivos a serem alcançados. Sua relação com seu filho é horrível e eles mal se falam, sendo totalmente distantes e apáticos um com o outro.

Entretanto a vida de Johnny irá mudar quando o seu vizinho adolescente, Miguel Diaz, lhe pede para aprender artes marciais. É claro que essa ideia parece ridícula à princípio para Johnny, um cara que vive bem – será mesmo?- sozinho. Porém logo depois ele verá nessa oportunidade a chance de reabrir o dojô Cobra Kai e ganhar dinheiro tornando-se sensei de Miguel e de outros alunos. O que poderia dar errado, não é mesmo?

Reprodução: Google

Personagens críveis, carismáticos e emblemáticos

Um dos melhores pontos, para mim, de Cobra Kai são os personagens. Isso porque cada um tem suas características particulares, sua própria evolução e seus caminhos a percorrer. Até mesmo os que ficam em segundo plano são bem desenvolvidos e geram certa carisma – ou raiva – nos telespectadores.

Eles vão errar, afinal a maioria ainda são adolescentes que estão no Ensino Médio. Mas eles também irão perceber os seus erros e, com isso, irão tentar dar o seu melhor para serem pessoas melhores. Os adultos também erram, principalmente Daniel e Johnny, os protagonistas que são o oposto um do outro, mas que, na realidade, se parecem demais. Eles precisam de conselhos, precisam de outras pessoas e, acima disso, precisam entender o que é melhor para os seus alunos e sua família.

É fácil, por exemplo, você começar a série amando um personagem específico e chegar na próxima temporada odiando-o. Eles mudam, eles crescem, eles têm o seu próprio tempo de desenvolvimento. Às vezes eles precisam enxergar sozinhos para entender o preço de suas ações, mesmo que isso nos corroa por dentro.

Um exemplo claro disso é o Johnny. Provavelmente ele é o meu personagem preferido, inclusive entre ele e o Daniel, mas ele consegue ser intragável em muitos momentos, isso por conta de certas falas e ações que combinam com o seu jeito de ser, mas que nos tiram do sério. Tanto é que a didática dele muitas vezes é extrema e eu como professora fiquei chocada com a maneira que ele ensinava os seus alunos. Mas também é claro que ele aprende com os mais jovens ao decorrer dos episódios e vai se moldando como alguém melhor, ainda com defeitos, porém com grandes e significativas mudanças.

Reprodução: Google

Mulheres também lutam karatê?

Mas não é só de Johnny Lawrence e Daniel LaRusso que vive Cobra Kai. E também não é apenas de adolescentes masculinos que se faz a história. Temos sim personagens femininas que se destacam e ganham nosso coração.

Entre o grupo de jovens vale a pena destacar Samantha LaRusso e Tory Nichols, duas garotas que criam uma rivalidade entre si, tanto por motivos pessoais como também por serem de dojôs diferentes, mas que ambas têm sua própria jornada na história; e Aisha Robinson que no início sofre bullying na escola, mas que depois consegue, através do karatê, construir amor próprio e auto segurança.

Mas o elenco não se faz apenas de adolescentes, e por isso devo destacar também a maravilhosa Amanda LaRusso, basicamente o porto seguro de seu marido Daniel. Ela comanda a empresa ao lado do marido, segura as rédeas quando Daniel está ocupado demais em seu dojô e ainda dá os melhores conselhos da série, dando lição em Daniel e também em Johnny. Toda vez que ela aparece em cena já sabemos que logo virá um conselho pontual e que nós também levaremos para vida.


Reprodução: Google

Cobra Kai traz a nostalgia sem perder a sua atmosfera atual

Mesmo que a rivalidade entre os personagens possam parecer o foco da trama, Cobra Kai não se mantém por esse caminho. A série também aborda temas como o bullying, a confiança em si mesmo e a importância da amizade. E os problemas depois de certo tempo também acabam indo além disso, trazendo personagens memoráveis dos filmes antigos e aguçando cada vez mais nossa curiosidade.

Eu sempre digo que não assisto séries em que hajam personagens adolescentes como principais, mas dessa vez tive que morder a língua, pois eu gosto – de maneiras diferentes – de cada um deles.

A série também tem uma dinâmica que a faz funcionar para qualquer público, mesmo que você não tenha assistido aos filmes. Um requisito muito bem usado por eles são os flashbacks, que muitas vezes são cenas retiradas dos filmes clássicos, contextualizando alguns momentos e fatos. Eu, por exemplo, comecei pela série e não me arrependo, pois foi através dela que tive curiosidade para conferir os filmes e conhecer ainda mais o passado daqueles personagens que me conquistaram já adultos.

Cobra Kai é uma série que repagina e traz de volta o sucesso da franquia clássica, incluindo assuntos atuais ao mesmo tempo que também traz o ar da nostalgia para os fãs mais antigos. É uma série que me fez rir, chorar e ficar com raiva. Foram muitas sensações ao mesmo tempo que fizeram com que Cobra Kai fosse uma das melhores séries que assisti no ano passado.


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