Literatura

Resenha: “Alena” – Kim W. Andersson

Alena é uma HQ que eu já tinha vontade de ler faz um bom tempo. Sempre ouvi muitas opiniões positivas sobre a trama, e por isso desde então havia criado grandes expectativas para com o enredo e a própria arte.

Ano passado, durante aquela onda de e-books gratuitos, a HQ ficou disponível de forma gratuita, sendo assim a chance que eu precisava para adquiri-la. Fui lê-la apenas esse ano, entre uma leitura e outra, mas admito que eu esperava – e ansiava – por muito mais. É a danada da expectativa, né?

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Título: Alena
Autor: Kim W. Andersson
Quantidade de páginas: 120
AVEC Editora
Gênero:
 Ficção / HQ, comics, mangá / Suspense e Mistério / Terror
Ano: 2017
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Minha classificação: ★★★,5 (3,5/5)

Vingança, brutalidade e assombrações

Já se passou um ano desde que uma tragédia ocorreu na vida de Alena: sua melhor amiga, Josefin, morreu. Agora, através de uma bolsa de estudos, Alena se vê presa em um colégio particular que detesta e cercada por adolescentes ricos e mimados. Como se o ambiente ruim não bastasse, ela ainda é alvo de bullying pelas colegas que a acham estranha e a julgam por ser pobre.

Como a maldade humana e a supremacia adolescente não tem limites, o grupo de garotas ricas atormentam Alena fisicamente e psicologicamente, julgando-a como o estopim da morte de Josefin e espalhando boatos de que Alena e Josefin eram mais do que melhores amigas. Mas tudo isso precisa de um basta. As agressões precisam terminar e Josefin fará de tudo para que isso ocorra, mesmo depois de morta.

A HQ Alena trata sobre vingança, loucura, culpa, luto e segredos, tudo isso de forma mesclada e em menos de 150 páginas. Alena vê e conversa com o espírito de Josefin que continua tentando moldar as ações de Alena, tentando influenciá-la de certa forma. Uma assombração que finge proteger a viva, mas que na realidade apenas quer expurgar todo o ódio que tem dentro de si.

TW: é importante lembrar que a HQ é cheia de cenas de violência explícita através dos atos de bullying. São cenas pesadas, até mesmo com uma tentativa de estupro. Então estejam cientes antes de lê-la.

Reprodução: Biblioteca Pessoal

Alena choca em certos pontos, mas não surpreende quem já está acostumado com narrativas de terror e violência

Sempre digo que violência extrema, abusos e ações relativamente problemáticas e pesadas não são um problema para mim em qualquer tipo de livro. Inclusive, mesmo com o desconforto e o peso no peito, de certo modo eu gosto de ter contato com esse tipo de narrativa, principalmente em histórias de terror e suspense.

Em Alena teremos tudo isso, mas aqui de forma mais visual e com acontecimentos mais rápidos. E é exatamente por isso que lendo no Kindle eu senti falta das cores, pois o sangue em preto e branco não fica a mesma coisa. Não que isso tenha afetado negativamente a minha experiência, é apenas uma observação, pois a HQ tem uma arte muito bonita, com traços bem marcantes e, aparentemente, com cores vivas que podem fazer falta em uma experiência mais completinha.

Dito isso, preciso dizer que o resto da experiência, com a história em si, também não foi de todo positiva, já que eu esperava algo a mais da história, o qual não teve. Achei o desfecho bastante previsível, mesmo que aconteça dois plot twists, e por isso eu ficava esperando as revelações a qualquer momento, mas sem muito entusiasmo por elas.

Alena também não é lá uma personagem carismática, não que eu exija isso, ainda mais em narrativas de terror, mas em nenhum momento eu consegui sentir uma conexão com ela. No máximo eu torcia para que ela revidasse logo, assim como a Josefin falava toda vez que aparecia.

No mais, foi uma leitura rápida que conseguiu me manter presa em suas imagens. Os acontecimentos no final são brutais, sanguinolentos e pesados, e acho que eu gostaria de ter tido mais disso ao longo da HQ e não apenas no desfecho. Para quem gosta de HQs de terror vale a pena dar uma chance, ainda mais se você gosta de histórias que envolvem vingança e muito sangue.


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