Literatura

Resenha: “Dragões do Crepúsculo do Outono” – Margaret Weis e Tracy Hickman

Dragões do Crepúsculo do Outono tem quase 500 páginas de muita aventura, risadas e momentos que nos deixam sem ar! Meu Deus! Que livro! Talvez vocês já tenham percebido, mas eu não sou uma pessoa que lê muita fantasia. Eu até gosto do gênero, mas com tantas obras que chegam até mim de gêneros diversos, a fantasia é uma que acaba ficando para trás nesse quesito.

Mas é claro que quando há um livro do gênero que me interesse muito eu corro para ler, e esse já havia despertado a minha curiosidade há muito tempo. Isso porque eu adoro o universo de D&D e adoro jogar RPG nesse sistema, então logo quis me aventurar também na Literatura desse mundo (e também porque olha, essa capa é linda demais!).

Reprodução: Biblioteca Pessoal

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Título: Dragões do Crepúsculo do Outono
Crônicas de Dragonlance #1
Autores: Margaret Weis e Tracy Hickman
Quantidade de páginas: 480
Jambô Editora
Gênero:
 Ficção / Fantasia
Ano: 2019
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Minha classificação: ★★★★★ 
(5/5+favoritado)
* Livro cedido pela editora

O poderoso – e enigmático – cajado de cristal azul

Após 5 anos separados por suas buscas pessoais, seis amigos se reencontram na Hospedaria do Lar Derradeiro, em Consolação, a cidade natal de (quase) todos. Infelizmente, há a ausência de uma companheira, mas isso não faz com que o reencontro seja menos especial ou alegre. Todos se sentem felizes em rever uns aos outros.

O grupo é composto por: Tanis, o meio elfo que comanda a liderança; Flint, anão rabugento e membro mais velho do grupo; Raistlin, um mago que passou por uma horrível provação, e seu irmão gêmeo Caramon, um guerreiro enorme e cheio de músculos; Tasslehoff, o kender que adora contar suas divertidas e duvidosas aventuras; e Sturm, um cavaleiro respeitável e com nobres princípios.

No decorrer do encontro, o grupo de amigos acaba se envolvendo em uma repentina confusão que há na hospedaria com o Teocrata da cidade, acontecimento que resulta em uma briga e, logo depois, em uma fuga. Nisso, eles conhecem Lua Dourada e Vento Ligeiro, um casal de bárbaros que deu início ao desentendimento, tudo isso porque a mulher carregava um cajado de cristal azul, o objeto exato que o Teocrata vinha procurando.

O desespero para conseguir sair de Consolação será apenas o ponta pé inicial da aventura – e confusão – que esse grupo, agora composto por oito membros, passará nos próximos dias. O mundo está um caos com a possível invasão de um exército a caminho, as pessoas não acreditam mais nos Deuses Antigos e ainda há falsos profetas que proclamam por ambição e poder. Poderia esse ser o momento perfeito para a volta dos Deuses e de seus fieis?


“Há um momento, Laurana, quando você precisa arriscar sua vida por algo em que acredita, algo que signifique mais do que a própria vida. Você entende?”

Dragões do Crepúsculo do Outono é o primeiro livro de uma trilogia. A obra traz uma aventura recheada de mistérios, ação e profundidade (tanto na história de cada personagem, como também dos acontecimentos ao redor).

Os personagens são cativantes, divertidos à sua maneira e com personalidades próprias, sendo assim bem construídos e com bagagens individuais. Além disso, há também debates que continuam atuais. O livro foi publicado pela primeira vez em 1984, tendo como um de seus temas abordados o preconceito que Tanis sofre por ser meio elfo e meio humano, não sendo aceito por nenhum dos dois lados.

A cada início de capítulo há uma arte belíssima e empolgante

Dragões do Crepúsculo do Outono é uma fantasia mágica que cativa, surpreende e nos deixa apaixonados por seu universo

Tive a chance de recebê-lo pela Jambô e não pensei duas vezes! Quis entrar nessa de cabeça! E nossa, acertei em cheio na escolha. Eu amei os personagens desde o primeiro capítulo e me senti conectada a eles logo na primeira aparição de cada um. E por isso a cada tropeço e inimigo que entrava em seus caminhos eu já ficava apreensiva pelo desfecho de cada um.

Eu me senti parte do grupo, ali do lado deles, vivendo cada ação, cada derrota, cada conquista. Eu ri demais com as rabugices do Flint e as histórias e tagarelices do Tas, mas também me emocionei muito com a história de Tanis que envolvia preconceito e pertencimento.

Por mais que no grupo principal só haja uma mulher, ao menos a princípio, ela é extremamente forte, sagaz e pronta para qualquer batalha. Ela é inspiradora e não se encaixa em padrões que um dia foram estipulados para nós. Ela luta por seu amor, luta por si mesma e luta pelos seus. As outras mulheres que ganham destaque lá para depois dos 70% do livro também não ficam para trás, pois conseguiram conquistar meu coração cada uma à sua maneira.

Não consigo dizer que odiei algum personagem, pois até os vilões e os malvados são tão bem construídos que queremos vê-los, queremos mais de suas presenças aterradoras. E os dragões do título? Meu Deus, foi uma surpresa que eu já esperava, mas mesmo assim me deixou sem chão.

Enfim, eu poderia falar e falar sobre esse livro. Poderia citar que ele foi a minha única leitura de julho, inclusive porque eu não queria deixá-lo ou terminá-lo logo. Poderia também dizer que foi um dos melhores livros que li esse ano e um dos melhores que já li de fantasia (se não, o melhor). Mas acho que todo o meu amor já deu para perceber durante as impressões anteriores, né?

Peguei o livro para matar a saudade de D&D e acabei me vendo apegada a esse novo mundo com ainda mais intensidade, e isso fez com que minha saudade só aumentasse. Por isso, apenas posso finalizar dizendo que eu preciso muito da continuação, de mais desses personagens, de mais aventuras ao lado do grupo, e que você precisa lê-lo urgentemente. É uma fantasia que traz um mundo caótico, mas mágico e apaixonante, super indicada para qualquer tipo de leitor.


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