Literatura

Contos de terror da J. C. Gray para ler no mês do Halloween

Olá, sonhadores! Como você estão?
Estamos em outubro, considerado o mês do Halloween, e com isso acontecem várias LCs e maratonas temáticas, tudo com o intuito de comemorar o terror que tanto amamos.

Com isso, os autores do gênero também não perdem a oportunidade e não ficam de fora das comemorações. A J. C. Gray, parceira do blog desde o ano passado, decidiu nos presentear com quatro contos de terror, sendo cada um lançado em um domingo de outubro. Dois já foram lançados e vocês já podem lê-los imediatamente após a compra na Amazon, mas não se preocupem, os demais você pode adquiri-los na pré-venda e apenas aguardar serem enviados para o seu Kindle na data certa. Fácil, né? Agora vamos conhecer um pouco sobre cada conto?

Leia também: Inimigos Mortais, de J.C.Gray

Reprodução: J.C. Gray

2 contos, 2 mulheres… e que a verdade seja dita!

O primeiro conto que li, dessa leva de novas histórias comemorativas para o mês de Halloween, foi Eva. Nele conheceremos a mulher que dá título ao conto, Eva. Ela é casada com Marcelo D’Ávila, um advogado bastante renomado e cheio de trabalho, o qual o amor dos dois resultou em um belo garotinho.

Tudo parecia estar bem e a relação parecia ser feliz até Eva estranhar o novo comportamento distante do marido e as inúmeras vezes em que ele chegava tarde da noite colocando a culpa no trabalho. Agora Eva acha que está sendo traída, e como se isso não fosse o bastante um acontecimento repentino e repleto de ódio faz com que Eva tenha ainda mais motivos para arquitetar uma vingança.

Esse foi, entre as quatro histórias que irei citar nesse post, o conto que mais gostei, justamente por causa dessa vibe de vingança que eu, particularmente, adoro. Eu torci por Eva, pela matança e pelo sangue. Eu criei empatia por ela – e você entenderá o que eu quero dizer após a leitura.

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Messias também será um conto que trará outra mulher como protagonista, igualmente em busca de uma vingança, mas de uma maneira totalmente diferente. Aqui conheceremos Ciri, uma jovem filha de pastor criada em um ambiente religioso e opressor. Os seus pais não entendem o que acontece com ela, mas Ciri sabe que aquele não é o seu lugar.

Ela não se sente bem nos cultos regidos por sua família e ela sabe que não se encaixa ali. Um dia ao conhecer um desconhecido, Ciri vê nesse homem uma maneira de poder honrar a si mesma e servir a um propósito maior: espalhar pelo mundo a verdade cruel e sombria sobre Deus e seus discípulos.

Um conto forte que pode ser sensível a leitores que se sentem incomodados com narrativas que falam sobre abuso sexual e pedofilia. Ademais, é uma história que toca na ferida de pastores mentirosos, estupradores e que roubam o dinheiro e a fé de outras pessoas.

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“Virou a chave, estava fisicamente presa, porém, nunca esteve tão livre.”

Reprodução: J.C. Gray

2 contos, 2 servos de Deus… e o desejo para possuir.

Seguindo nós temos Agnus Dei, outro conto protagonizado por uma mulher, porém agora por uma freira. Agnes é mandada por seus pais religiosos para o Convento das Irmãs Carmelitas após se mostrar uma garota muito precoce e desejosa por sexo. Não que ser obrigada a ir para um Convento vá apagar esses desejos sexuais e mudar quem é Agnes é por dentro.

Longe disso. Agnes, mesmo cercada por freiras, se achará a mais especial do local, com o pensamento de que é diferente das outras que ali habitam, e, ainda, não seguirá os votos, já que, inclusive, consegue persuadir alguns padres a se entregarem ao desejo da carne. Porém coisas estranhas irão começar a acontecer ao redor dessas freiras após uma nova garota se juntar a elas.

O desfecho é abrupto e chocante, pois vai por um lado o qual eu não estava esperando. Mesmo assim, é um final que casa perfeitamente com o resto da história e que me surpreendeu pelo modo agressivo e sangrento que tanto adoro.

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O último, Liberte-me, é o único que não há um protagonismo feminino. Irmão Pedro é o centro dessa história e o seu maior desejo e vontade é invocar um anjo só para si através dos ensinamentos do Rei Salomão.

Ele até consegue invocar esse ser tão divino, porém seus atos imprudentes o farão ficar obcecado pelo anjo. Os sentimentos de posse e obsessão se tornarão frequentes e cada vez mais intensos, resultando assim em um desastre para o Padre e para a humanidade.

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“- Olhe para eles, o orgulho, a loucura, a luxúria… – Virou a taça de vinho. – O mal já está dentro deles, meu amigo, sem nem precisar da nossa influência!”

Leia também: Amber, de J.C.Gray

Reprodução: J.C. Gray

Se você gosta de terror, você precisa ler J. C. Gray!

Os quatro contos são curtos, tendo em média de 10 a 15 minutos de leitura. Em todos dá para sentir um embate forte entre a religião, as mentiras que cercam certas crenças e o verdadeiro mal por trás disso, tendo assim os elementos em comum da tentação e do desejo e uma certa conexão entre todas as histórias.

Há também o linguajar impróprio, sem amenidades, o qual vejo como elemento essencial do terror e que não me incomoda de jeito nenhum. Mas deixo aqui o aviso para caso você não goste desse tipo de escrita. Além disso, eu adoro a forma da autora de contar suas histórias e me identifico muito com a sua escrita que, particularmente, eu adoro.

São contos ótimos para ler no mês do Halloween e se aventurar em novas histórias do gênero. O terror explorado aqui não é o de assustar, mas, sim, o de gerar incômodo e até mesmo uma certa reflexão.


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